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riscos_e_rabiscos

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O Final do Blog

Estive para encerrar o meu blog. Ou simplesmente ignorar que ele existia, o que não seria correcto para quem perde uns minutinhos diários para o ler.

 

Não considero que os meus posts tenham grande relevância. São apenas confidências a uma “folha de papel virtual”, escritos sem segundas intenções, nem a pensar quem os pode ler. Como tal, registo apenas alguns episódios da minha vida cinzenta. E sem máscaras ou efabulações. O meu blog sou eu.

 

Poderia contar, no blog, a minha vida amorosa ante-N., o que seria provavelmente interessante e um chamariz de hostes de visitantes para o meu blog. Mas não o faço por respeito ao meu amor, o N.. Não seria capaz de o fazer não só pelo amor que sinto por ele mas também pelo respeito. Adoro-o. Ele é o meu “nino”. É ele o meu melhor amigo. É ele o dono do meu coração.

Por isso, todas as histórias anteriores, estão fechadas na “caixinha das recordações”.

Pode ser que um dia fale da minha história de amor com o N. .

 

Podia desfiar o meu rosário de tristezas e dilemas, mas não me apetece… Raramente o faço. Às vezes coloco aqui uns posts algo enigmáticos ou então de total abertura em relação a um determinado problema (vidé Bypass Gástrico). E é só. Estas dificuldades da minha vida não as consigo resolver porque não dependem só de mim. Assim, prefiro relegá-las para segundo plano, à espera que, num estalar de dedos, surja a solução. Mas estou atenta e alerta!

 

Até podia falar aqui da Pessoinha. Mas quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? Alguém sabe? Será que eu sei? Será que interessa a alguém as minhas taras e manias? É um caso a pensar…

 

Dramas e zaragatas familiares são inexistentes. Apenas episódios pontuais que vos vou contando ao ouvido.

Até podia efabular e contar histórias da minha família. Tipo o meu adorado livro “Cem Anos de Solidão” . Interessa a alguém lê-las?

 

Já a minha vida profissional, tem muito que se lhe diga. E vocês sabem disso. Várias vezes partilho convosco os meus dissabores e alegrias (também as há!). Gosto muito do que faço. Dá-me muito gozo. É pena a estabilidade ser…NULA!

 

Às vezes também relato histórias pessoais de amigos. Muito subtilmente. Por vezes nem se apercebem disso, pois não as particularizo ou identifico. Assim, só quem for o protagonista da história e a ler, conseguirá descobrir que é dele que falo.

Tendo em conta tudo isto, e após reflexão mantenho a mesma opinião acerca dos meus posts. No entanto, ainda não foi desta vez que encerrei o blog.

Mais uma vez… Resisto.

 

O Gato

 

Fui para a escola como todos os dias.

Desci a minha rua com a pressa habitual de quem receia perder a viagem.

Começo a ver algo no meio da rua que me parecia um cartão.

Fui-me aproximando e temendo confirmar o meu receio.

O meu receio foi confirmado por aquela visão terrível.

Era um pobre gato. Jazia morto.

Todas as suas vidas lhe tinham sido roubadas de uma única vez.

A cama de sangue que o acolhia mostrava a crueldade perpetrada.

 

Desci o resto da rua com os olhos rasos de água.

Ocultos pelos meus óculos escuros.

Assaltou-me um sentimento de revolta.

Da cabeça não conseguia afastar aquela imagem.

Pobre animal. Ali morreu e ali ficou.

Nem uma réstia de dignidade lhe deram.

Morte e abandono no meio de uma estrada qualquer.

 

O meu coração apertou-se. Um nó formou-se na minha garganta.

Um ser humano indigente que morre é acolhido por alguém.

E o pobre gato?

Ficará ali até que a sua existência seja levada pelos pneus dos carros?

Ficará à mercê deste destino que lhe ceifou as suas sete vidas subitamente?

 

Este cenário perturbou-me imenso.

Quem me conhece sabe como eu adoro animais.

Ver animais mortos - nem que sejam os pombos que tanto detesto – dilacera-me o coração!

Porque não desci a rua pelo passeio em vez de ir pela estrada?

Mais uma vez… Resisto.

 

Resisto.

 

Sinto-me numa fase de marasmo.

Parece que tenho o cérebro adormecido. Que eu, não sou eu.

 

Falta-me a motivação e a iniciativa.

E isto reflecte-se na minha parte criativa.

Não me apetece fazer nada, não me apetece sair de casa, arrumar as minhas papeladas, nem fazer materiais – que eu tanto gosto! - para os miúdos.

 

Não tenho forças para rir.

E tinha vontade de dar umas boas gargalhadas para sacudir esta inércia.

Ando sem inspiração nenhuma.

As ideias não fervilham na minha cabeça, como costuma acontecer.

 

Sinto-me desiludida, decepcionada com o mundo.

Precisava que a vida não fosse tão dura e que tudo tivesse um tom mais cor-de-rosa.

Refugio-me em casa que a comparo a um casulo que me protege.

Não me apetece enfrentar nem a vida, nem o mundo.

 

As atitudes humanas ferem-me.

Mas eu não me manifesto. Aguento a dor sem prantos ou lamúrias.

Resisto.

Cherish the Love

                     

 

Para mim a amizade é algo muito importante. Já me viram dizer muitas vezes que, na minha opinião, precisamos todos muito uns dos outros.

 

A amizade tem que ser um sentimento altruísta. Dar tudo sem esperar nada em troca. Ajudar o outro como se de si mesmo se tratasse. É estar ao lado mesmo que a distância os separe. É dar a mão e fazer sentir que estamos ali para o que der e vier, ainda que não concordemos com atitudes e decisões. É limpar as lágrimas proferindo palavras de esperança. É afagar e aconchegar quando a vida se desmorona. É dar um passou quando o amigo não o consegue dar e precisa. É abdicar dos nossos problemas para ouvir e ajudar a encontrar soluções para os dos nossos amigos. É partilhar alegrias e tristezas.

 

O amigo é o irmão que nós escolhemos, é o irmão do coração. Muitas vezes gostava de poder fazer mais por eles, de, num estalar de dedos, solucionar situações difíceis. Mas isso é impossível. Resta-me estar sempre à disposição, largando tudo para acorrer a eles, quando sou solicitada.

 

Já o fiz muitas vezes. E aquilo que vejo, neste momento, é que a vida da maior parte dos meus amigos está numa fase de crise. Quase todos eles. Pese embora a sua aparente felicidade, ao que sei, isto é apenas uma “máscara” para ocultar a tristeza, para evitar perguntas, para não revelar fraquezas aos filhos, à família, no emprego. Quem não usou já uma “máscara” destas?

 

É dilacerante ver-se os nossos amigos no “fundo do poço”: a amiga que foi apanhada numa situação amorosa que revolucionou toda a sua vida negativamente e tendo um forte impacto na família; ver uma crise matrimonial de uma amiga que constituía o par que jamais conseguiria viver um sem o outro; acompanhar o fim de um casamento castrador e que, se calhar, não deveria ter acontecido; assistir a uma dualidade amorosa e a consequente obrigatoriedade de escolha; ao terrorismo psicológico a um ser inexperiente, perpetrado por um pseudo-qualquer-coisa.

 

Vocês, meus amigos, mais recentes ou mais antigos, podem sempre contar comigo. Estou aqui para vos ouvir atentamente e estudar, em conjunto, soluções para as agruras da vida. Nunca se esqueçam que eu vos ADORO!

 

Momentos

 

Andei novamente a mexer em fotos.

Revi as minhas primeiras fotos com o N. .

Dos primeiros tempos de namoro, naquela fase cor-de-rosa ainda.

A fase de loucura, do conhecer o outro, respirar o outro.

Como nós éramos diferentes!!!

Revi passeios e sítios visitados, jantares com amigos…

Lembrei-me de conversas e momentos felizes.

Estão gravados naquelas fotos.

Gravados num momento no tempo, para sempre.

Basta um folhear de fotos para voltar a nostalgia.

Para soltar suspiros de amor.

Para sentir a felicidade daqueles momentos.

Para sentir o abraço e os lábios do N. como se fosse a primeira vez.

E assim ficámos presos um ao outro: tu a mim e eu a ti.

Até à eternidade!

 

Ninguém me Compreende

 

Acabei de discutir com a minha mãe. Motivo: vinda do meu irmão para a Internet. Mais uma vez.

 

O menino hoje acordou todo chateado comigo e nem me falava. Simplesmente porque ontem não veio falar com os seus amigos no computador. Ontem fiquei cá eu a falar com as minhas amigas, uma vez que raramente consigo falar com elas. Quando eu saio, elas entram. Raramente nos cruzamos.

 

Levei o dia inteiro a ouvir “vê lá se o deixas ir ao computador hoje um bocadinho. Ontem não foi e ficou todo triste!". Como se só raramente viesse. Vem para aqui todos os dias. A partir das dez da noite até que lhe apeteça. Passa aqui mais tempo do que eu…

Agora explodi. E disse que também tenho direito por “um” dia a ficar a falar com as minhas amigas. Tenho, ou não? Mandaram-me logo à cara que a minha idade é diferente da dele e que se não falo com as minhas amigas é porque não quero.

 

Expliquei que todos os dias, cronometradamente, às 10 horas saio daqui. Para o meu irmão vir para aqui. Disse ainda que nunca falo com ninguém – a não ser com o N. – porque as pessoas têm vidas diferentes das minhas e só aqui vêm mais tarde.

 

É impressionante como ninguém nunca compreende a minha parte. Mas já estou habituada. Tem sido sempre assim. Estou de rastos.

 

Confronto de Irmãos

 

Acho que todos sabem que eu tenho um irmão mais novo. É o único. Para além dele, só o cão mas não conta.

 

Todos os dias temos uma briga. Já é tradição. O motivo é o computador.

Como devem calcular, uma parte do meu trabalho é feito aqui no computador. E é por aqui que aproveito para matar saudades do N., falar com os amigos, fazer pesquisas, tratar de assuntos, visitar os vossos blogs e tratar do meu.

 

Só aqui venho depois de vir das aulas, como é óbvio. Acaba por ser, também, uma válvula de escape, um momento de descontracção. Como se um momento de fuga se tratasse. Saio de um mundo real para me refugiar num mundo não menos real, apenas diferente.

 

Não costumo estar por aqui muito tempo, talvez umas 2 horas. A não ser que encontre aqui algum amigo, nessa altura, fico mais um pouco na conversa.

Na maior parte das vezes, o pessoal vem para o computador quando eu saio.

E porque saio tão cedo? Aí está o busílis da questão! Saio cedo para dar a oportunidade do meu irmão também vir aqui falar com os amigos. Falar!

 

Compreendo que ele também precisa de vir um bocadinho aqui descomprimir e falar com o pessoal, Mas o chato é que ele assim que chega a casa, começa logo a dar-me sentenças e a marcar-me a hora para eu sair do computador. A desculpa é que tem de tratar de umas coisas para ganhar dinheiro, arranjar clientes (ele ajuda o meu pai na oficina).

Eu sei que é uma forma dele me pressionar e que eu permito pois a maior parte das vezes estou apenas a falar com o N. e a trabalhar aqui.

 

Agora irrita-me imenso que ele não compreenda que há dias em que eu tenho aqui os meus amigos e que tenho de aproveitar essa oportunidade. São raras estas vezes. Além de que o N. fica bastantes vezes chateado por eu sair daqui quando podia ficar mais um pouco.

 

Só vou acrescentar mais um pormenor… o computador foi comprado por mim, a Internet sou eu que a pago, os vírus é ele que os cá mete e as resmas de fotos impróprias também é ele…

Já está ao ataque outra vez: “mana vê lá se sais daí um bocadinho antes das 11…”

Que lhe faço?

 

O Prometido é Devido...

Como eu tinha prometido que, quem acertasse no nome da minha companheira de desventuras por terras do Gerês, ofereceria uma Raffaello - agora está bem escrito! - aqui deixo a bela iguaria!

 

Ela só está à venda por alturas do Natal e não é muito facil de encontrar. e quando se encontra, extinguem-se imediatamente. Por isso, tirem a barriguinha de miséria, comam quantos quiserem pois só para o ano é que há mais!!! Estes foram feitos especialmente para vocês!

 

Ah, e a resposta correcta era mesmo... ExIsTêNcIa!

 

 

 

Enjoy Yourselves!

  

 

 

 

 

Nada Demais!

Já devem ter percebido pelo meu silêncio bloguiano que este fim-de-semana tenho cá o meu amorzinho.

 

Ontem foi o meu último dia de aulas e, tenho de reconhecer, que estava mesmo a precisar de um interregnozinho. Sinto-me cansada, com a cabeça super pesada e, para cúmulo, tou rouca. Devo dizer que estou com uma voz muito sexy. Mas não vale a pena ligarem para mim para ouvirem´a minha voz sexy, pois estou de férias!

O que salvou a honra do convento foi a minha conversa noctívaga com as meninas ExIsTêNcIa e Crisálida. Somos mesmo tramadas. É só teorias e conjecturas acerca das nossas vidas privadas. Inventamos cada coisa... é uma risota! Pelo menos descomprimimos e rimo-nos um pouco!

Hoje tem sido um dia tramado. Estive ao serviço das pequenas donzelas. Ou seja, andei armada em fotografa com a minha priminha B. e com a minha afilhada L. . E as coisas têm que ser à maneira delas senão está tudo estragado. Fazem-me lembrar as estrelas de Hollywood e os seus caprichos!

Foto para aqui, foto para ali, posição assim, posição assado e lá tirei as fotos que eu queria e que elas deixaram.

Parecendo que não, perdi imenso tempo. Depois foi chegar a casa e tratar do Pimentinha. Levou cá uma banhoca que até mudou de cor (mentira!)... Depois foi a fase do tratamento de beleza: secar com a toalhinha, pôr spray desembaraçante no pêlo, pentear e escovar. Ufa!

Saime kilos de pêlo. Dava para fazer um edredon, almofadas, cabeleiras postiças e sei lá mais o quê. Agora parece um algodão com o pêlo taõ levezinho. Ah! E parece muita gordo porque o pêlo está enorme...

Chegou a hora do jogo e o N. foi ver o Benfica e eu vim para aqui. Muito sofreu o N. com o jogo! Eram asneiras que ferviam por causa da irritação. Eu lá lhe dava algum apoio moral mas que os jogadores se portaram mal, portaram. Se fossem pagos conforme o seu empenho...

Como me está a dar uma moleza enorme, acho que vou ali roubar um quadradinho de chocolate preto e já venho!

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